Não acerto o tato.
Dou a volta ao mundo
E cego,
Emudeço,
Intranspareço,
Escarneço os dedos
que,
Incessantes,
Escrevem teu nome:
Vontade de te olhar
Que não some.
Enaltece a cada
gosto
A saudade,
Que aperta mais o
nó,
Como se já não fosse
por si só
Quase impossível
desatar.
Ressalto desatar
apenas
Estes traços tão sem
graça
Sem tua graça,
Quase falham
Quando tua voz não
passa.
Eu refaço todo o
espaço,
Abro os braços,
E me dou ao vento.
Deixo solto o corpo
Pra envergar se te
preciso.
Deixo solta a alma
Pra envergar se te
quero.
Deixo todo encanto,
Que já solto,
Já não morre,
Não foge,
Não persegue,
Só te afaga em
silêncio.
E te ama.
Nenhum comentário:
Postar um comentário