a saudade que é toda
alma em mim
e inexiste em teu
corpo.
não machuca teu
rosto
e eu não sei ocupar
meu gosto
de um jeito torto
com qualquer
desculpa
pra te arrancar de
mim.
e meus olhos gritam
e o peito arde,
irreconhecível.
como se meus dedos
nunca mais
pudessem entrelaçar
os teus.
espero demais.
e só o que me supera
são os passos
incertos
que tentam,
em vão,
ensurdecer minha
lembrança de você.
que eu não quero
esse amor
morando em mim.
que eu não quero tua
luz
seguindo a mim.
porque a embarcação
segue,
sozinha,
como há muito é.
não tem você,
porque você não me
é.
porque você não me
quer.
porque persigo a
sombra
que teu cheiro
deixou em mim.