quinta-feira, 16 de julho de 2015

regresso (diminutos minutos em que te olhei triste)



É como partir da Terra aos poucos. É difícil respirar na exosfera. Meu coração que dança contornando tua órbita: satélite natural que nem telescópio sabe ver. Queria teu canto, só ouço meu pranto: grito surdo que viaja na velocidade da luz e foge da tua galáxia. Teus sinais que captam quaisquer outros astros, que a calda do cometa que me tem é tão diminuta - não basta nem pra fingir ser estrela cadente e sumir no horizonte sendo desejo teu.

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